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domingo, 16 de maio de 2010

Solitário.
J. Norinaldo.

Ah! É tão fácil falar de felicidade,
Descrever as belezas de um amor,
Não é simples degustar uma saudade,
Uma mágoa que jamais terá um fim,
Se você não quer conhecer a dor...
Baixe os olhos um dia ao cruzar por mim.

Quantas noites sem dormir olhando o teto,
Sem afeto tendo o frio a me aquecer,
Pelas frestas a lua me convidando,
A ir lá fora ver a vida acontecer,
Mas prefiro conversar com o travesseiro,
Perdido no deserto do meu ser.

Quem me engendrou este labirinto?
Que sinto que a saída não existe,
A saudade é uma dor que dói por fora,
Ah! Como desejo desaparecer agora,
A viver nesta solidão tão triste,
Mas minha alma insiste em não ir embora.

Implorar não adianta e para quem?
O socorro nunca vem ou chega tarde,
E a vida oferece o teto por paisagem,
E quem consegue decifrar sua mensagem,
Descobre que foi fraco ou um covarde...
Cuja vida não passou de uma passagem.

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